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Clínica de Cabeça e Pescoço em Teresina

Nódulo na Tireoide: Classificação de TIRADS

Ultrassom de Tireoide

O números da literatura mostram pra gente que se hoje eu pegasse todas as pessoas do planeta e resolvesse fazer um ultrassom de tireoide todas elas, provavelmente eu encontraria nódulos de tireoide até 67 % dessas pessoas. Porém, nós sabemos que a imensa maioria desses nódulos, de 90 a 95%, são nódulos benignos. Então nós precisamos de uma ferramenta que nos ajude  a definir quais são os nódulos que serão encaminhados para a biópsia. A ferramenta mais importante que nós temos hoje para ajudar nessa missão é o Ultrassom de Tireoide.

O Ultrassom nada mais é do que um aparelho que emitepulsos de ondas sonorasque são encaminhadas aos nossos tecidos através de pequeno transdutor. Essas ondas vão percorrer os tecidos e, à medida que elas fazem esse caminho, começam a ser refletidas de volta. São então captadas pela sonda e redirecionadas de volta ao aparelho onde vai ser processada a imagem.

As estruturas mais densas como ossos e músculos refletemecos mais potentese vão aparecer como imagens claras. Diferentemente, áreas líquidas vão aparecer como áreas escuras. Então, com base nesse funcionamento do aparelho nós conseguimos perceber que os nódulos possuem algumas características a serem avaliadas.

 

Sistema TIRADS de classificação

Os sistemas de classificação mais usados no dia de hoje para pontuar essas características do nódulo de tireoide ao ultrassom são: o TIRADS, que é uma sigla que remete a uma base de dados, e a classificação da American Thyroid Association  (ATA). Hoje eu vou falar da classificação de TIRADS, que é a mais usada no Brasil nos laudos dos ultrassons de tireoide.

A classificação de TIRADS avalia cinco características dos nódulos de tireoide. Para cada uma dessas características, a classificação permite uma pontuação que vai de 0 a 3 pontos. De modo que a soma final de toda essa pontuação é que remete a nota do TIRADS do paciente. São elas:

  • Composição
  • Ecogenicidade
  • Formato 
  • Margens
  • Presença de focos ecogênicos.

 

Composição

A composição do nódulo diz relação basicamente à sua consistência, de modo que os nódulos sólidos ou quase completamente sólidos vão ter pontuação de 2 e os nódulos císticos vão ter pontuação de 0.

 

Nódulo Sólido

 

Nódulo Cístico

 

Ecogenicidade

A ecogenicidade está relacionada com como esse nódulo vai aparecer na imagem processada do aparelho. Os nódulos hipoecóicos são mais escuros e os nódulos hiperecóicos são mais claros. Os nódulos hipoecóicos e acentuadamente hipoecóicos pontuam mais, pontuam 02 e 03 respectivamente nesse sistema. Logo, são nódulos de maior risco para câncer.

 

Nódulo Hipoecóico

 

Nódulo Hiperecóico

 

Forma

A análise da forma do nódulo é basicamente a relação que há entre a sua altura, ou seja, diâmetro ântero-posterior, e a sua largura, ou diâmetro látero-lateral. Os nódulos que são mais altos, ou seja, apresentam diâmetro ântero-posterior maior do que látero-lateral, são mais suspeitos para câncer de tireoide e, por esse motivo, pontuam 3 pontos.

 

Nódulo mais alto que largo (AP > LL)

 

Margens

Quando gente avalia as margens do nódulo, nós basicamente encontramos três situações:

  • Nódulos com bordas regulares e bem definidas
  • Nódulos com bordas irregulares
  • Nódulos com perda da margem por extravasamento do conteúdo (indica invasão de cápsula da tireoide)

Nódulos com margens irregulares pontuam 2 pontos e nódulos com extravasamento pontuam 3 pontos.

 

Nódulo com margem regular

 

Nódulo com margem irregular

 

Nódulo com extravasamento de conteúdo (extensão extratireoidiana)

 

Focos Ecogênicos

E a última característica se analisada é a presença de focos ecogênicos. Então, microcalcificações, macrocalcificações, calcificações casca de ovo, todas elas vão fazer alguma pontuação no sistema.

 

Nódulo com microcalcificações

 

Nódulo com macrocalcificação

 

Nódulo com calcificação em casa de ovo

 

 

Pontuação Final (Somatória)

Pacientes que somam 0 pontos têm lesão bem digna e são classificados como TIRADS 1 .

Aqueles que somam 2 pontos vão compor o grupo TIRADS 2, que são os nódulosnão suspeitoscom uma chance de câncer menor do que 2%.

TIRADS 3 são aqueles pacientes que somam 3 pontos. Eles vão fazer parte de grupo comlesões pouco suspeitas, que tem uma chance de 2 a 5 % de serem câncer de tireoide.

Aqueles que fazem de 4 a 6 pontos são pacientes comlesões moderadamente suspeitas, que tem uma chance de até 20 % de serem cânceres e são classificados no grupo TIRADS 4.

O grupo de maior risco é o TIRADS 5, que são aqueles pacientes que fazem 7 ou mais pontos na somatória e carregam lesões que possuem risco de câncer maior do que 20%.

 

Quem vai fazer biópsia?

O grande barato da classificação de TIRADS é que uma vez que nós conseguimos classificar um paciente dentro de desses cinco grupos, é possível dizer ,de acordo com o tamanho do nódulo, se ele vai precisar ser submetido a biópsia ou se ele vai apenas ser acompanhado.

Pacientes que estão no grupo TIRADS 1 e 2 NÃO vão precisar de biópsia e vão apenas ser acompanhados.

Pacientes TIRADS 3 vão ser encaminhados para biópsia quando apresentarem nódulos maiores ou iguais a 2,5 cm.

Pacientes TIRADS 4 vão ser encaminhados para biópsia quando apresentarem tamanho maior igual a 1,5 cm.

Pacientes de alto risco, TIRADS 5, serão encaminhados para biópsia se apresentarem tamanho de nódulo maior ou igual a 1 cm.

 

Você recebeu seu ultrassom de tireoide e continua com dúvidas sobre seu nódulo? Agende  aqui  uma consulta com Dr. Luiz Bastos, médico cirurgião de cabeça e pescoço especialista em tireoide, com consultório em Teresina-PI e atendimento por telemedicina em todo o Brasil. Somente um médico com especialização no tratamento das doenças da tireoide tem a expertise necessária para avaliar e correlacionar os diversos sintomas aos achados de exame clínico para otimizar diagnóstico seguro e desenhar proposta efetiva de tratamento.


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Dr. Luiz Bastos - Cirurgião de Cabeça e Pescoço em Teresina

MÉDICO CABEÇA E PESCOÇO EM TERESINA

Dr. Luiz Bastos

CRM-PI 4019 | RQE 2563 (Cirurgia Geral) | RQE 2564 (Cirurgia de Cabeça e Pescoço)

O Dr. Luiz Bastos é cirurgião de cabeça e pescoço com formação pela UNIFESP, domínio em técnicas avançadas e pioneirismo em procedimentos como radioablação da tireoide, cirurgia robótica e reconstruções oncológicas complexas.
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