Ablação por radiofrequência: como tratar sintomas na tireoide sem causar hipotireoidismo?
A Ablação por Radiofrequência (RFA - de “Radiofrequency Ablation”) é um procedimento médico minimamente invasivo já realizado com segurança na medicina há muitos anos no tratamento de diversos tumores e síndromes neurológicas para alívio da dor. Consiste no uso de um tipo de energia eletromagnética chamada Radiofrequência (RF) que, através de uma agulha especial, é transformada em calor para aquecer e destruir células em tecidos alvo.
No mundo da Tireoidologia foi utilizada com relevância pela primeira vez em 2002 na Coréia do Sul pelo Dr. Baek para tratamento de nódulo benigno de tireoide. O sucesso foi tamanho que o grupo Sul Coreano difundiu a Radiofrequência dos nódulos de tireoide através da técnica “Moving Shot” para o restante do mundo.
Atualmente a Ablação por Radiofrequência de Tireoide é indicada no tratamento de:
- Nódulos Benignos
- Nódulos Hiperfuncionantes causadores de Hipertireoidismo
- Câncer de tireoide (casos selecionados de tumores primários e metástases em linfonodos)
Como é realizada a ablacã̧o por radiofrequência da tireoide?
Na Radioablação o cirurgião utiliza uma agulha especial resfriada na ponta que é introduzida na tireoide guiada por ultrassom através do pescoço e transfere o calor do gerador de energia para o interior do nódulo promovendo sua destruição por necrose de coagulação.
Logo fica claro que o nódulo não será retirado nem encaminhado para biópsia. O intuito da técnica é reduzir o volume do nódulo, aliviando sintomas estéticos e compressivos (engasgos e entalos) no caso de doença benigna. Na última década estudos avaliando uso de radioablação em alguns tipos de nódulos cancerígenos ganharam força de modo que em 2025 a Sociedade Sul Coreana publicou o mais novo guideline para tratamento em casos selecionados de câncer.
É um procedimento realizado em regime ambulatorial ou hospitalar sob sedação e anestesia local com o paciente acordado. Tem duração de aproximadamente 1 hora e o paciente recebe alta hospitalar aproximadamente 45 minutos após o procedimento. Comparado ao tratamento clássico com cirurgia convencional apresenta algumas importantes vantagens:
- Não deixa cicatriz no pescoço
- Evita anestesia geral
- Evita internação hospitalar
- Evita o HIPOTIREOIDISMO e a necessidade de reposição hormonal ao longo da vida (mantém a função da tireoide)
- Recuperação mais rápida sem a necessidade de repouso ou restrições permitindo que o paciente retorne a suas atividades no dia seguinte

Primeira ablação de tireoide por radiofrequência do estado do Piauí
O Dr. Luiz Bastos realizou o primeiro caso de Ablação por Radiofrequência de nódulos de tireoide do Piauí em 2022 e desde então tem performado o procedimento com acréscimo das novas tecnologias que apareceram nos últimos anos.
Caso tenha interesse nesta técnica agende uma consulta e tire suas dúvidas.
O que consideramos sucesso no tratamento?
O critério definido para sucesso do tratamento é considerado de acordo com a indicação clínica:
- Em nódulos benignos: redução do volume do nódulo de pelo menos 50% com melhora dos sintomas. A maioria dos nódulos têm redução do volume superior a 90% ao longo do primeiro ano, mas nódulos volumosos podem exigir mais de uma sessão de ablação.
- Em nódulos benignos hiperfuncionantes (HIPERTIREOIDISMO): normalização nas taxas hormonais pós tratamento.
- Em nódulos malignos: redução / desaparecimento de nódulos cancerígenos + redução dos níveis de tireoglobulina (proteína usada para seguimento nos casos de câncer bem diferenciado de tireoide).
A radioablação tem a mesma eficácia da tireoidectomia?
Sim. Quando a indicação é feita de maneira criteriosa seguindo o estado da arte, a eficácia das duas técnicas é equiparável, de modo que o paciente que antigamente seria submetido a cirurgia convencional pode se beneficiar das vantagens da ablação atualmente. Para isso é de extrema importância a escolha do profissional que realizará o procedimento.
Percebe-se que o grande trunfo da ablação é tratar os sintomas da tireoide evitando o hipotireoidismo.
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MÉDICO CABEÇA E PESCOÇO EM TERESINA
Dr. Luiz Bastos
CRM-PI 4019 | RQE 2563 (Cirurgia Geral) | RQE 2564 (Cirurgia de Cabeça e Pescoço)
O Dr. Luiz Bastos é cirurgião de cabeça e pescoço com formação pela UNIFESP, domínio em técnicas avançadas e pioneirismo em procedimentos como radioablação da tireoide, cirurgia robótica e reconstruções oncológicas complexas.
Saiba mais sobre o Dr. Luiz Bastos.