Câncer de pele: o tipo de câncer mais comum do planeta
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) o câncer de pele é o tipo mais comum de câncer no Brasil, representando cerca de 30% de todos os casos. Em 2025 é esperado que aproximadamente 220 mil pessoas desenvolvam câncer de pele. Apesar de muito incidente, a imensa maioria dos casos é pouco agressiva com alta probabilidade de cura quando o diagnóstico é feito precocemente.
Grande parte desses tumores aparece na região da cabeça e pescoço, marcadamente na face, devido à exposição solar em área descoberta, mesmo que essa região responda por apenas 9% de toda superfície corporal.
Quais os fatores de risco para desenvolver câncer de pele?
- Exposição a radiação ultravioleta oriunda dos raios solares (fator de risco mais importante)
- Pele clara, olhos azuis e cabelos claros
- História familiar e pessoal de câncer de pele
- História pessoal de exposição solar excessiva
- Idade acima de 40 anos
Algumas síndromes genéticas:
- Xeroderma Pigmentoso
- Sindrome do Carcinoma Nevoide de Células Basais (Gorling-Goltz)
Tipos de câncer de pele
Os cânceres de pele são subdivididos academicamente em dois grupos:
- Câncer de pele Não Melanoma
- Câncer de pele Melanoma
Câncer de pele não melanoma
São os mais comuns, respondendo por 95% de todos os casos de câncer de pele, divididos basicamente em dois tipos: o CBC (Carcinoma Basocelular) e o CEC (Carcinoma Espinocelular), além de outros tipos raros não epiteliais.

Carcinoma Basocelular

Carcinoma Basocelular pós-cirúrgico
O CBC é o tipo mais comum entre os não melanoma respondendo por 70 - 80% dos casos. É o menos letal de todos e raramente evolui com metástases apresentando principalmente acometimento local. Tem predileção pela região da face acometendo a região da cabeça e pescoço em 80% das vezes marcadamente na região nasal (30%) e apresenta alta chance de cura se diagnosticado precocemente. O CEC é o segundo tipo mais comum (25% dos casos) e tem comportamento mais agressivo que o CBC, podendo evoluir com surgimento de metástases em linfonodos e à distância devido a seu caráter mais invasivo.
Câncer
Câncer
Retalho Frontal
Retalho Frontal
Retalho Autonomizado
Retalho Autonomizado
Pós-cirurgico
Pós-cirurgico
Outros tipos mais raros (5% do total):
- Carcinoma de células de Merkel s
- Dermatofibrossarcoma Protuberans
- Fibroxantoma atípico
- Carcinoma de glândula sebácea
Câncer de pele melanoma
Responde por 3% de todos os cânceres de pele. Trata-se de uma doença terrível com prognóstico sombrio de modo que o diagnóstico precoce é fundamental para a sobrevida do paciente. Um terço dos casos acomete a região da cabeça e pescoço já que essa região concentra 2 a 3 vezes maior quantidade de melanócitos que outras regiões do corpo.
A incidência tem crescido nos últimos anos principalmente em mulheres, o que repercutiu no aumento da mortalidade geral da doença. Acomete principalmente pacientes com olhos azuis ou verdes, loiros ou ruivos, com sardas e que apresentam dificuldade de bronzear gerando queimaduras com facilidade à exposição solar.
Quais os sintomas de câncer de pele?
Os cânceres de pele geralmente se diferenciam das lesões benignas (famosas pintinhas) pelas seguintes características:
- Lesões que não cicatrizam, sangram facilmente e apresentam crostas;
- Lesões que apresentam múltiplas colorações, por vezes brilhantes ao exame;
- Mudanças em pintas como alteração da cor, textura ou contorno irregular;
- Lesões que coçam ou ardem.
No caso do diagnóstico do Melanoma foi criado um Check List chamado ABCDE:
- A (Assimetria)
- B (Bordas Irregulares)
- C (Variação de Cor)
- D (Diâmetro > 6mm)
- E (Evolução com crescimento)
Qual o tratamento do câncer de pele não melanoma?
Uma vez que se suspeite de alguma lesão de pele deve se proceder à biópsia que consiste em retirar uma parte (incisional) ou toda (excisional) a lesão para estudo histopatológico. Lesões pequenas geralmente são tratadas com biópsia excisional. Lesões maiores que acometem outras estruturas como músculos ou ossos exigem cirurgias de ressecção e reconstrução complexas. A radioterapia geralmente está indicada no tratamento adjuvante de tumores extensos ou na impossibilidade de cirurgia. A quimioterapia não tem se mostrado uma boa opção nesses casos.
Qual o tratamento do câncer de pele melanoma?
Por se tratar de um tipo especial de tumor de pele com comportamento biológico extremamente agressivo e alto potencial de metastatização para outros órgãos, o tratamento do melanoma, apesar de ser principalmente cirúrgico, envolve o uso de Pesquisa de Linfonodo Sentinela e algumas drogas que compõem o arsenal da Imunoterapia e Terapia Alvo. A escolha do tratamento depende do tipo de Melanoma e do tamanho da lesão ao diagnóstico e a Radioterapia pode ser utilizada como adjuvante.
A pesquisa do linfonodo sentinela é uma técnica que permite encontrar o primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática da pele acometida pelo tumor. É feita através de medicina nuclear de modo que o cirurgião consegue biopsiar esse linfonodo no intraoperatório para saber se o tumor já "espalhou" ou ainda está localizado.
Como evitar o câncer de pele?
A campanha nacional Dezembro Laranja foi criada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia em 2014 e promove atividades de educação em todo o mês de Dezembro a cada ano para educar a população sobre os sintomas, fatores de risco e como prevenir o aparecimento do câncer de pele. Para se proteger do câncer de pele é necessário:
- Uso do Protetor Solar, de preferência com FPS (Fator de proteção Solar) 30 ou superior em todas as áreas expostas à luz solar mesmo em dias nublados.
- Evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h
- Ficar atento ao aparecimento de pintas ou feridas na pele, principalmente se sangram, crescem, ou não cicatrizam.
- Adotar estilo de vida saudável com atividade física, hidratação adequada e dieta equilibrada.
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MÉDICO CABEÇA E PESCOÇO EM TERESINA
Dr. Luiz Bastos
CRM-PI 4019 | RQE 2563 (Cirurgia Geral) | RQE 2564 (Cirurgia de Cabeça e Pescoço)
O Dr. Luiz Bastos é cirurgião de cabeça e pescoço com formação pela UNIFESP, domínio em técnicas avançadas e pioneirismo em procedimentos como radioablação da tireoide, cirurgia robótica e reconstruções oncológicas complexas.
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